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Política
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CDU

"A CDU tem um projecto politico que nos obriga a ouvir e respeitar sempre todas as sensibilidades"

25-09-2017 | Guião de Francisco Gomes

Porque é que se candidatou?
 A minha candidatura vem no seguimento da minha actividade política durante dois mandatos na AMN e dos conhecimentos adquiridos sobre os assuntos mais importantes da autarquia, porque também marquei presença em cerca de 90 por cento das reuniões do executivo. Talvez por tudo isso os meus camaradas entendessem que neste momento reúno um conjunto de condições para assumir a tarefa de estar no executivo e de servir os nazarenos.

Como avalia a gestão camarária atual?
Conforme temos dito, a gestão actual não difere muito da anterior. No ponto de vista do desenvolvimento da democracia local, infelizmente, está pior. Isto devido ao autoritarismo e prepotência manifestados por parte do actual presidente da câmara, e candidato do PS. Pode parecer que as coisas estão melhores agora porque se vêem algumas alterações estéticas, isso deve-se essencialmente ao facto de durante muitos anos a Nazaré ter estado abandonada pelos executivos PSD/PS/Independentes. Importa reforçar que a maioria das obras que se fizeram, não estão pagas, tal como o não foram no passado. Quando viermos a ter uma gestão verdadeiramente séria e transparente e então conhecermos todos os valores que foram aumentados à dívida por este executivo, conheceremos o que há de pior nos demagogos e populistas, mas aí poderá ser muito tarde.

Qual é a sua prioridade para o concelho da Nazaré?

Se ganharmos a câmara, como esperamos, teremos, com certeza, uma verdadeira preocupação, que é o abaixamento da dívida, para valores que legalmente permitam a redução dos impostos à população. Teremos que ser capazes de renegociar a dívida com os credores, e, depois disso, terá que ser discutido com o Estado e só com o Estado, um empréstimo pelo valor total da dívida apurada, de maneira a que se obtenha um prazo de pagamento o mais dilatado possível a um juro muito favorável, que permita o pagamento de forma controlada e sem asfixiar as finanças da autarquia, permitindo o investimento que é tão necessário fazer-se. Importa referir que a CDU propôs esta fórmula ao executivo do PS logo que este chegou a funções. Demoraram quase quatro anos mas lá chegaram agora com o pedido de 33 milhões de euros. Acontece é que não colocaram no pedido de empréstimo que fizeram, uma indicação, que é, quanto a nós, essencial: Tem que estar escrito, preto no branco, que assim que se chegue ao valor que retira a autarquia da situação de desequilibro estrutural financeiro, se possam baixar os impostos que nessa altura ainda se encontrarão no máximo legal. Enquanto isso não acontecer, a CDU compromete-se a baixar os preços de alguns serviços essenciais prestados às populações mais carenciadas e socialmente mais desfavorecidas. Quando falamos em abaixamento dos preços, referimo-nos à água, ao saneamento, aos resíduos sólidos urbanos e também nos transportes urbanos. Não é fazer um escalão social, sem qualquer resultado prático e visível, como fez o PS. É baixar mesmo os preços das facturas mensais. Estes benefícios serão uma realidade com uma gestão CDU, porque sabemos governar.

Quais são os principais problemas que pretende ver resolvidos?

Há muito trabalho a fazer na área social e na criação de emprego estável e com direitos. A Nazaré tem um potencial gigante que se centra não só, no nosso mar e na beleza natural envolvente, mas também nas capacidades das nossas populações. Só que estas capacidades são rentáveis para poucos. Uma câmara CDU terá que se preocupar com a forma como é distribuída riqueza gerada no concelho. Para tal, não iremos atacar os empresários, pelo contrário, iremos apoiá-los e criar incentivos para os que criarem mais emprego estável e com direitos. Valorizar os trabalhadores é defender a continuidade das empresas! Entendemos que uma terra que é visitada desde sempre por milhares de pessoas, não pode deixar de pensar em ter: um serviço de saúde, com urgência que atenda 24 horas por dia os locais e os visitantes; casas de banho públicas adequadas e limpas todo o ano; um terminal rodoviário decente; estacionamento satisfatório; rotas e horários de transportes urbanos que sirvam bem as populações; transportes diferenciados e exclusivos, utilizados nas épocas de maior afluência; com criação de rotas que permitam o transporte das pessoas que deixem os automóveis nos parques periféricos; saneamento na totalidade do concelho; uma limpeza urbana satisfatória… Como temos verificado, existem imensos problemas para resolver! É com a sua resolução que nos comprometemos.

A Nazaré tem-se afirmado nos últimos anos na realização de diversos eventos e iniciativas ligadas aos desportos na água e na praia, com muita projeção. Estes eventos são sustentáveis? Podem sê-lo no futuro?
 É verdade que existe essa projecção. Tudo o que a “onda” e o mar nos possa dar agora, tem que se saber aproveitar ao máximo para capitalizar valor para todo o concelho. Isso, quanto a nós, não tem sido bem feito. Ainda assim, em autarquias endividadas dever-se-á definir prioridades de investimento. Investir em questões fundamentais para o desenvolvimento intelectual e cívico das pessoas, como o que é feito na formação e na cultura, são muito mais sustentáveis e estruturantes para o futuro do concelho do que investimentos pontuais, como os que são feitos nos referidos eventos desportivos. A efemeridade não garante o futuro, apenas gera entretenimento, distração…e concentração de capital numa fatia muito curta da população local.

Parte das câmaras municipais atravessa dificuldades financeiras. Considera que a da Nazaré tem tido uma boa gestão financeira?

Olhando para a dívida acumulada, qualquer criança de escola básica dirá que teve uma gestão catastrófica. Teve, e tem! O executivo actual não demonstra capacidade para resolver a questão da dívida. Importa informar que a Lei 73/2013 foi alterada no final do ano passado e no seu artigo 52º., passou a definir que os empréstimos obtidos não contam para o cálculo da dívida total. É debaixo deste chapéu que o actual executivo diz ter baixado a dívida em 11 milhões de euros, quando na verdade pediu 7,5 milhões de euros através do Apoio Transitório de Urgência com a finalidade de pagar algumas obras financiadas para obter a factura que lhe permitia receber os fundos europeus a que tinha direito. É mentira que tenham baixado a dívida! Eles que provem o contrário mas com todos os documentos. Para nós a dívida rondará os 60 milhões de euros neste momento.

O que diria a um empresário para este escolher a Nazaré para investir?
 Sendo a CDU a governar a autarquia, a nossa principal preocupação é não dificultar os processos de implantação dos eventuais interessados em investir. Quem estiver interessado terá todos os apoios e condições para o poder fazer em segurança, sem qualquer tipo de confrontação ou entrave ao desenvolvimento da sua actividade. Apenas rogamos a todos os empresários que, pelas contrapartidas que a autarquia lhes possa oferecer, tenham em atenção a criação de postos de trabalho para o maior número possível de trabalhadores do concelho e que promovam e respeitem integralmente os direitos laborais.

 O que é que defende como prioritário para as zonas rurais do concelho?
Fundamentalmente dever-se-á ter um olhar penetrante relativamente às potencialidades destas zonas, para que sejam aproveitadas da melhor forma em abono das populações aí residentes. Promover os produtos agrícolas em conjunto com os produtores de Valado e Famalicão, criando condições para a geração de mais rendimentos para quem depende da agricultura parece-nos elementar. Feiras promocionais ou criação de circuitos alternativos de comercialização são algumas das questões que pretendemos desenvolver. Criar condições para o ressurgimento da indústria cerâmica e fomentar o pleno desenvolvimento da ALE em Valado dos Frades, também são prioridades para nós. Dinamizar polos de habitação de baixo custo em Fanhais como forma de resgatar aquele lugar do concelho que se encontra literalmente ao abandono é outra das nossas propostas prioritárias. Aproveitar as condições para o desenvolvimento do Turismo da Serra da Pescaria e desenvolver iniciativas culturais alargadas a todo o concelho são passos fundamentais para retirar o carácter periférico com que se têm confrontado as freguesias rurais durante todos os mandatos de PS e PSD.

Qual a sua estratégia em relação à atividade da pesca? E no Turismo?
A nossa estratégia para a pesca parte de uma constatação evidente: o franco declínio do setor a nível local e a injusta distribuição gerada ao longo da cadeia de valor de produtos da pesca. Os preços pagos à produção são tremendamente baixos face aos que são praticados ao consumidor final. A nossa proposta vai no sentido da criação de uma Régie Cooperativa para comercializar pescado, encurtando o circuito de comercialização. Esta cooperativa de interesse público, em que a autarquia será um dos membros da cooperativa, poderá constituir-se como um autêntico plano de emergência e salvação da pequena pesca artesanal na Nazaré.
Quanto ao Turismo temos que atender às questões conjunturais que têm levado a este aumento súbito do sector em todo o país. Não se trata de uma moda apenas aplicada à Nazaré. Como tal, há que diversificar as atividades económicas tendo em vista um desenvolvimento equilibrado da nossa economia. A monocultura do Turismo não será boa política. Ainda assim, teremos de dotar o concelho de uma oferta de qualidade para todas as bolsas e tipologias de turistas que nos procurem. Aliar a oferta cultural e artística ao potencial Turístico do concelho é ter um olhar abrangente e integrado sobre o seu desenvolvimento. É nesse sentido que pretendemos ir.

 O que diferencia a sua candidatura das outras?
 A certeza de termos um conjunto de pessoas habituadas a trabalhar voluntariamente em favor da nossa comunidade e com capacidade e conhecimentos suficientes para desenvolver um trabalho honesto e competente em favor de todos os munícipes do concelho. A CDU tem um projecto político que nos obriga a ouvir e respeitar sempre todas as sensibilidades, dando destaque ao apoio incondicional ao que for benéfico para a maioria da população e não para pequenos grupos de pessoas, como temos visto até aqui.
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