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Economia, Sociedade, Educação, Política
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Construtor nazareno
que deixou obra por todo o país

06-05-2010 |

Construtor nazareno<br>que deixou obra por todo o país
Construtor nazareno
que deixou obra por todo o país
Amadeu Gaudêncio
Tânia Rocha 
 
Amadeu Gaudêncio nasceu a 4 de Abril de 1889, na Nazaré e faleceu no dia 13 de Outubro de 1980. Todos conhecem o seu nome, associado a uma escola na Nazaré, mas poucos sabem a sua história e origem. Era filho de Joaquim Gaudêncio e Maria da Conceição, casou duas vezes, mas só do primeiro casamento nasceram duas filhas. A sua acção destacou-se principalmente pelas construções que realizou por este país fora, mas também por ter tentado melhorar e transformar a sociedade onde vivia. Na Nazaré auxiliou várias instituições, com apoio financeiro.  

Amadeu Gaudêncio nasceu na Pederneira, onde viveu até aos 18 anos de idade. No entanto, nessa altura foi para Lisboa, para melhorar de vida. Apesar de ter partido somente com a instrução primária, a 4ª classe na altura, continuou os estudos à noite, já na capital do país, no Escola Industrial Machado de Castro. Chegou a Lisboa como pedreiro, mas conseguiu obter o diploma de construtor civil.

Dedicou toda a sua vida à construção. Começou por trabalhar em nome individual, mas, em 1935, fundou a Sociedade de Construções Amadeu Gaudêncio. Morreu com 91 anos, mas manteve-se no activo até aos 85 anos e liderou, até essa altura, a empresa que criou com cerca de 1500 trabalhadores.



Durante toda a vida procurou evoluir e também ajudar os outros, nomeadamente os seus colaboradores e familiares, através do acesso à instrução escolar e formação profissional.

A sua empresa foi responsável por algumas construções simbólicas no nosso país, como escolas, hospitais, instalações fabris, museus, salas de espectáculo, instalações religiosas e edifícios urbanos, alguns exemplos são: a Casa da Moeda, o Hospital de Santa Maria, a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, o Hospital de São João, a sede do Banco Nacional Ultramarino, o Liceu Francês Charles Lepierre, o edifício da Caixa Geral de Depósitos, no Porto, e dois conventos, em Fátima, entre outros. 

Apesar de ter deixado a sua terra natal, “sempre adorou a Nazaré”, e por esse motivo, manteve sempre uma casa no Sítio, onde passava férias, mas nunca mais regressou para viver permanentemente na Nazaré. Porém, o seu corpo está sepultado no cemitério da Pederneira.

Teve sempre a convicção de que a Nazaré precisava de uma escola com ensino secundário. Houve uma altura em que doou uma importância ao ministério da educação, 2500 contos na altura, para se construir uma escola industrial na Nazaré. Todavia, só mais tarde é que a escola chegou a ser uma realidade, embora não nos mesmos moldes. A escola, ou o ciclo, como vulgarmente é conhecida, foi baptizada por Escola C+S Amadeu Gaudêncio, por iniciativa do antigo presidente da Câmara Municipal da Nazaré, Luís Monterroso, quando foi feita a comemoração dos 100 anos do nascimento de Amadeu Gaudêncio. Esta homenagem foi-lhe dedicada, principalmente, pela quantia que outrora tinha dado para a construção da dita escola.

Em vida foi também homenageado por várias instituições. A Igreja agradeceu-lhe a maneira como procedeu nas obras do Palácio da Nunciatura, em Lisboa, nomeando-o como Cavaleiro de S. Silvestre. Também foi homenageado pelo Estado, em 1968, com o grau de comendador da Ordem de Benemerência.

Ainda nas comemorações do centenário do seu nascimento, em 1989, a Sociedade que fundou, a título de homenagem, criou um prémio escolar com o seu nome, no Instituto Superior Técnico, da Universidade Técnica de Lisboa, que tinha como objectivo galardoar os finalistas da licenciatura de Engenharia Civil e licenciados no mesmo curso pelas universidades de Lisboa, de forma a promover o aperfeiçoamento e investigação da ciência e técnica da construção de edifícios. 

Na Nazaré, contribuía também com algum dinheiro para a cantina e hospital. Porém, o especial destaque vai para o Museu Dr. Joaquim Manso. O imóvel, onde é actualmente o Museu, foi comprado por Amadeu Gaudêncio ao próprio Joaquim Manso. Depois doou-o ao Estado para fazer o Museu, que foi baptizado com o nome do primeiro proprietário. No Museu estão também alguns dos seus quadros.

Amadeu Gaudêncio era ateu e pertencia à Maçonaria. Segundo a informação disponível na Internet, Amadeu Gaudêncio “foi iniciado na loja lisbonense, Cândido dos Reis, em 1930, com o nome simbólico de Magalhães Lima que, posteriormente trocou por Gomes Freire”.

Nas relações laborais era considerado “um homem duro”, segundo um dos seus sobrinhos, João Gaudêncio Barbosa, que trabalhou durante toda a vida com Amadeu Gaudêncio. Era uma “figura imponente”, saía de casa rigorosamente vestido, mas não tinha qualquer problema em arregaçar as mangas e pôr as mãos ao trabalho, para mostrar aos seus colaboradores “como se faziam as coisas”. Era um “grande condutor de homens” e um “grande gestor”. Para o sobrinho “foi o homem da sua vida”, uma fonte de inspiração e a sua figura modelo.

Já uma das netas, Maria Emília Gaudêncio, diz que era uma pessoa “muito exigente”. Diz que o seu avô defendia que “só se podia vencer na vida com trabalho”. Apesar de considerar um “avô muito atarefado”, era uma pessoa “simpática” e com um “forte sentido de justiça”, refere.

Era um “republicano activo”, um homem de ideias republicanas e valores socialistas, que demonstrava grandes preocupações a nível social, não só com a sociedade em geral, como também com os seus trabalhadores e familiares. Exemplo disso é um artigo seu, sobre o 1º de Maio, que foi publicado no jornal “A NAZARETH”, no dia 7 de Maio de 1914. 

Na Nazaré, as pessoas de elite eram as que faziam parte do seu meio social, mas era também uma pessoa muito respeitada pelo povo, e ajudava várias instituições humanitárias ou recreativas. Para Lisboa levou também muita gente da Nazaré para trabalhar na sua empresa.

O gosto pela sua terra nunca desvaneceu. Vinha à Nazaré sempre que podia e trazia também muitos amigos para a conhecerem. Em Lisboa, a sua casa era decorada com motivos nazarenos e quadros alusivos aos costumes da terra onde nasceu.

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