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Economia, Sociedade, Alcobaça, Educação, Ocorrências, Política
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"Só quero ver se recebo o meu dinheiro"

22-06-2006 |


Rogério Cavaco Silva quer “dinheiro de volta”

Julgamento do caso “Melchizedek” prossegue nas Caldas da Rainha

Dizendo-se lesado Rogério Cavaco Silva prestou depoimento durante cerca de quatro horas

António Paulo

 “Só estou aqui hoje, para ver se recebo o meu dinheiro, para devolver ao meu pai que tem 94 anos. Não quero mais nada, nem juros, nem condenações, nem nada!”, referiu por várias vezes ao colectivo de juízes, Rogério Cavaco Silva, que no passado dia 13 e durante cerca de quatro horas prestou depoimento no Tribunal Judicial de Caldas da Rainha, no âmbito do caso “Melchizedek”. O irmão do presidente da República espera há oito anos pela devolução de 35 mil dólares (27 283 euros), adiantados a uma sociedade de investimentos, num processo de alegada burla superior a cinco milhões de euros, envolvendo cerca de meia centena de empresários e empresas, e off-shores no domínio de “Melchidezek”, um atol no Pacífico Sul, que fica submerso com a simples subida da maré.



Rogério Cavaco Silva contou ao Tribunal que em 1996 respondeu a um anúncio publicado num jornal, onde uma sociedade de investimentos, instalada na Benedita, prometia financiamentos elevados. Os 35 mil dólares reclamados por Rogério Cavaco Silva, foram transferidos de uma conta do pai para a agência do Deustch Bank em Badajoz, e destinavam-se a garantir junto do American Bank Group, um financiamento de um milhão de contos na moeda antiga (5 milhões de euros) para ampliar uma empresa de transformação de alfarrobas e concluir uma unidade hoteleira no Algarve. “Para ampliar uma empresa transformadora de alfarrobas, em Faro - de modo a exportar para Inglaterra  - precisava de 170 mil contos (847 mil euros) e para acabar um hotel, perto dos Olhos de Água, no Algarve, eram necessários cerca de 800 mil contos (quatro milhões de euros)”, explicou o irmão do Presidente da República.

Questionado pelo Ministério Público sobre se nunca se tinha interrogado sobre qual a proveniência do financiamento e se não deveria ter-se aconselhado com um familiar “conhecido economista”, Rogério Cavaco Silva, respondeu que “eu precisava era do dinheiro e não me interessava de onde ele vinha”, sublinhando que “quando tomo as minhas decisões não vou perguntar nada a ninguém”.

Dinheiro emprestado pelo pai

 “Fiz a transferência bancária, através da conta do meu pai, que me disponibilizou o dinheiro, mas não obtive o financiamento pretendido, que devia vir em três tranches a pagar em dez anos. E em vez de me devolverem o depósito, deram-me um cheque sem cobertura”, referiu o empresário. Rogério Cavaco Silva, que está reformado, contou ao colectivo de juízes presidido por Paulo Coelho, que a situação lhe provocou “gravíssimos problemas”, ao ponto do hotel que possuía ter de ser vendido em hasta pública. Antes deste pedido de financiamento, Rogério Cavaco Silva já havia participado dois antes na constituição de uma empresa - a Luso Africa Investiments - em parceira com o amigo  Henrique Guedes, e os arguidos  Fernando Cardoso, Carlos Machado. Esta empresa que teria por objecto a realização de investimentos no continente africano, nunca chegou a fazer qualquer negócio e também nunca chegou a realizar o seu capital social.

A presumível burla terá sido promovida a partir de um escritório sedeado na Benedita, Alcobaça, e com os seus alegados promotores surgem Fernando Cardoso, professor, e a sua mulher Maria Jesus, doméstica, Carlos Machado, bancário e Francisco Páscoa, administrativo no escritório. De acordo com a acusação, os financiamentos nunca se concretizaram e as verbas avançadas pelas vítimas foram aplicadas em investimentos de alto risco - com benefício para os arguidos - sem o conhecimento dos lesados.

O julgamento que decorre desde Maio passado, tem levado ao desespero do colectivo de juízes, uma vez que grande parte das testemunhas tem estado ausente, invocando várias justificações, desde avarias mecânicas nos carros em que viajavam, até acidentes e doenças. O próprio Rogério Cavaco Silva foi advertido pelo juiz-presidente, Paulo Coelho, por se ter ausentado do Tribunal para ir tomar o pequeno-almoço, quando era esperado para testemunhar. O julgamento das Caldas da Rainha é uma repetição do já ocorrido em Alcobaça, em 2001, mas que o Tribunal da Relação de Coimbra anulou, invocando discrepâncias nos factos provados e não provados. O julgamento prossegue nas próximas semanas, com a audição de cerca de seis dezenas de testemunhas de acusação e defesa, numa corrida contra o tempo afim de evitar que se prolongue para além das férias judiciais, que terão início em 31 de Julho.

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