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Sociedade, Nazaré, Alcobaça, Ocorrências, Política
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De Eanes a Sampaio

19-01-2006 |

As seis eleições presidenciais desde 1976 a 2006

Volvidos apenas dois anos sobre o 25 de Abril de 1974, Portugal viveu as suas primeiras eleições democráticas para a Presidência da República. Os generais Ramalho Eanes e Otelo Saraiva de Carvalho, o almirante Pinheiro de Azevedo e o civil Octávio Pato, disputaram esse confronto eleitoral para eleger livremente o primeiro inquilino do Palácio de Bélem. Eanes venceu, repetindo a vitória quatro anos depois, seguindo-se-lhes em mandatos duplos Mário Soares e Jorge Sampaio



1976: Eanes derrota Otelo

As primeiras eleições presidenciais portuguesas após o 25 de Abril de 1974 tiveram lugar em 27 de Junho de 1976. A ela concorreram o general António Ramalho Eanes (independente, embora com o apoio dos partidos da esquerda moderada e do centro-direita), Otelo Saraiva de Carvalho (antigo comandante do COPCON, independente), Pinheiro de Azevedo (antigo primeiro-ministro, independente) e Octávio Pato (com o apoio do PCP). O prestígio que adveio a Eanes da chefia das forças militares que derrotaram o golpe de 25 de Novembro do ano anterior, facilmente o levaram à vitória, tornando-se assim o primeiro presidente democraticamente eleito na história portuguesa. Foi o candidato mais votado em todos os distritos do continente (excepto no de Setúbal), bem como nas regiões autónomas. Com Eanes a ganhar “esmagadoramente”  na Nazaré e em Alcobaça, o general atingiu no total nacional os 60,8 por cento (2 967 137 votos), Otelo Saraiva de Carvalho chegou aos 16,2 por cento (792 760 votos), Pinheiro de Azevedo alcançou os 14,2 por cento (692 147 votos) e Octávio Pato não foi além dos 7,5 por cento (365 586 votos). As estas primeiras eleições presidenciais afluíram 4 881 125 (75,47 por cento) de um total de 6 467 480 cidadãos recenseados.


Ramalho Eanes levou a melhor sobre Otelo Saraiva de Carvalho

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1980: Eanes regressa a Belém

As segundas eleições presidenciais portuguesas após o 25 de Abril de 1974 tiveram lugar em 7 de Dezembro de 1980. O presidente em exercício de funções, Ramalho Eanes, contava com o apoio da maior parte dos socialistas (apesar da objecção do seu secretário-geral, Mário Soares), bem como dos comunistas, cujo candidato desistiu da corrida na véspera das eleições em seu favor. Também o PCTP-MRPP deu o seu apoio incondicional ao general Eanes. O seu principal adversário era o general Soares Carneiro, que contava com o apoio da Aliança Democrática (formada pelo Partido Social-Democrata, Centro Democrático Social e Partido Popular Monárquico, e liderada pelo então primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro). Três dias antes das eleições, a 4 de Dezembro, quando se deslocava para um comício no Porto, o avião no qual seguia Sá-Carneiro e o seu ministro da Defesa Amaro da Costa despenhou-se em Camarate, poucos segundos após descolar da Portela de Sacavém, tendo falecido todos os seus ocupantes. Apesar das manifestações de dor de parte significativa da população, a data das eleições presidenciais manteve-se inalterada, embora muitos analistas políticos tivessem julgado que a morte de Sá Carneiro conseguisse inverter a tendência para a vitória esmagadora de Eanes e levasse, pelo menos, à realização de uma segunda volta. Tal não viria a suceder, tendo Ramalho Eanes sido reeleito para um segundo mandato, com mais 16 por cento dos votos que o seu principal opositor. Ao contrário das primeiras eleições presidenciais, revela-se uma cisão clara do país: Eanes teve mais votos nos distritos no sul do País, ao passo que Soares Carneiro obteve a maior parte dos seus nos distritos do interior norte e ainda nos de Leiria, Aveiro e Viana. Na Nazaré, Eanes ganhou, enquanto que Soares Carneiro chegava à vitória em Alcobaça. Na contagem nacional dos votos, Eanes atingiu os 55,9 por cento (3 262 520 votos), Soares Carneiro alcançou os 39,8 por cento (2 325 481 votos), Otelo Saraiva de Carvalho não foi além de 1,5 por cento (85 896 votos), enquanto que Carlos Galvão de Melo não foi além dos 0,8 por cento (45 132 votos). António Pires Veloso também não passou dos 0.8 por cento (45 132 votos) e Aires Rodrigues não foi além dos 0,2 cento (12 745 votos). As estas eleições presidenciais, as mais concorridas de sempre, afluíram 5 840 332 votantes (84,39 por cento) de entre 6 920 869 eleitores recenseados.

Mural do PCTP/MRPP a apoiar a recandidatura de Ramalho Eanes

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1986: Soares à segunda volta

As terceiras eleições presidenciais portuguesas depois do 25 de Abril de 1974 tiveram lugar a 26 de Janeiro de 1986, tendo sido as mais disputadas de sempre, obrigando à realização de uma segunda volta em 16 de Fevereiro. Apresentaram-se como candidatos à corrida presidencial Freitas do Amaral (apoiado pelo CDS e também pelo PSD), o ex-primeiro-ministro Mário Soares (apoiado pelo PS e que, ao apresentar a sua candidatura não contava com mais de 5 por cento das intenções de voto), a também ex-primeira-ministra Maria de Lourdes Pintasilgo (a única mulher a candidatar-se à Presidência da República), Salgado Zenha (que contava com o apoio do PRD do ainda presidente Ramalho Eanes, bem como de alguns membros do PCP, cujo candidato próprio - Ângelo Veloso - viria a desistir). Embora na votação por distritos Freitas do Amaral tenha ganho em todo o país excepto no Alentejo e Península de Setúbal (onde o candidato mais votado foi Salgado Zenha), e não tenha conseguido a vitória à primeira volta por pouco, foi no entanto o candidato do PS, Mário Soares, que viria a passar à segunda volta. Foi neste último que se concentraram os votos dos restantes candidatos da esquerda, tendo acabado por derrotar Freitas do Amaral por uma escassa margem de 140 mil votos, e com o apoio fundamental do Sul do País (Algarve, Alentejo e Ribatejo), bem como pelos distritos mais urbanizados, onde o voto se tem firmado tradicionalmente mais à esquerda (distritos de Coimbra, Lisboa e Porto). Mário Soares viria a ser empossado presidente da República em 9 de Março de 1986, tendo afirmado ser, para acabar com as disensões, “o Presidente de todos os Portugueses”, frase que desde então entrou no discurso político nacional. Na Nazaré, Soares venceu na primeira e na segunda voltas, enquanto que Freitas do Amaral conseguia idêntico resultado em Alcobaça. Na primeira volta, em termos nacionais, Freitas do Amaral alcançou 45,8 por cento (2 629 597 votos), Mário Soares não ia além de 25,1 por cento (1 443 683 votos), Salgado Zenha atingia os 20,6 por cento (1 185 867 votos), enquanto que Maria de Lurdes Pintassilgo somava 7,3 por cento (418 961 votos). Na segunda volta, Mário Soares atingiu os 50,7 por cento (3 010 756 votos) com Freitas do Amaral se ficava pelos 48,4 por cento (2 872 064 votos), numas eleições em que votaram 5 937 100 eleitores (77,99 por cento) de um total de 7 612 733 de cidadãos recenseados.


Mário Soares venceu Freitas do Amaral à segunda volta 

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1991: Mário Soares sem oposição

As quartas eleições presidenciais portuguesas após o 25 de Abril de 1974 tiveram lugar a 13 de Janeiro de 1991.

A reeleição do presidente em exercício, Mário Soares, nunca esteve em dúvida, especialmente depois de o primeiro-ministro Cavaco Silva ter anunciado o apoio tácito do PSD à sua candidatura. Soares obteve uma esmagadora maioria de quase 68 por cento, tendo os restantes três candidatos Basílio Horta (apoiado pelo CDS), Carlos Carvalhas (apoiado pelo PCP) e Carlos Marques (apoiado pela UDP), obtido votações muito pouco expressivas. Com os concelhos da Nazaré e Alcobaça a votarem esmagadoramente em Mário Soares, este obteve em termos nacionais 67,9 por cento da votação (3 459 521 votos), Basílio Horta contabilizou 13,7 por cento (696 379 votos), Carlos Carvalhas atingiu os 12,5 por cento (635 373 votos) e Carlos Marques não foi além dos 2,5 por cento (126 581 votos), num acto eleitoral que contou com a participação de 5 098 768 eleitores (62,16 por cento) de entre 8 202 812 cidadãos recenseados.


Soares com Helmuth Kholl no segundo mandato 

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1996: Sampaio derrota Cavaco

As quintas eleições presidenciais portuguesas após o 25 de Abril de 1974 tiveram lugar a 14 de Janeiro de 1991. O ex-primeiro-ministro Cavaco Silva anunciou a sua intenção de se candidatar após a retumbante derrota do PSD, que liderara durante dez anos, nas legislativas do ano anterior. O seu principal adversário viria a ser o ex-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Jorge Sampaio, que o derrotaria por uma margem de 400 mil votos. Os outros dois candidatos, Jerónimo de Sousa (apoiado pelo PCP) e Alberto Matos (apoiado pela UDP) desistiram da candidatura a favor de Sampaio, que foi empossado para o seu primeiro mandato em 9 de Março de 1996. Cavaco obteve a maior parte dos seus votos no norte e interior do país (região que já havia votado em peso no PSD nas anteriores eleições legislativas e autárquicas, e que levou à popularização da conhecida designação de “Cavaquistão” - por analogia com a ex-república soviética do Cazaquistão - para designar essa zona onde contava com maior número de apoiantes, sobretudo o distrito de Viseu. Também no distrito de Leiria e nas regiões autónomas recolheu a maioria dos votos. Com a Nazaré a votar maioritariamente em Sampaio e Alcobaça em Cavaco, nos totais nacionais, Jorge Sampaio, obteve 53,91 por cento da votação (3 035 056 votos) e Cavaco Silva 46,09 por cento (2 595 131 votos), numas eleições que levaram às urnas 5 762 978 votantes, de um total de 8 693 636 eleitores recenseados (66,29 por cento).


Jorge Sampaio há dez anos bateu Cavaco Silva

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2001: Sampaio bisa vitória

As sextas eleições presidenciais portuguesas após o 25 de Abril de 1974 tiveram lugar a 14 de Janeiro de 2001. Seguindo a tradição das eleições presidenciais, o presidente em exercício Jorge Sampaio foi reeleito para um segundo mandato com uma maioria absoluta de quase 56 por cento dos votos. Talvez por essa razão, as eleições foram muito menos participadas que as anteriores, mas o aumento da abstenção deve também ser lido em comparação com as Legislativas precedentes, em que o número de votantes tem vindo progressivamente a diminuir. Os outros candidatos foram o ex-ministro das obras públicas de Cavaco Silva, Ferreira do Amaral (apoiado pelo PSD), o então vereador da Câmara de Lisboa António Abreu (apoiado pelo PCP), o historiador Fernando Rosas (apoiado pelo BE) e o advogado Garcia Pereira (apoiado pelo PCTP-MRPP). Com excepção do candidato da direita (que alcançou cerca de 35 por cento dos votos), os restantes candidatos da esquerda obtiveram percentagens insignificantes. Os concelhos da Nazaré e Alcobaça, votaram maioritariamente em Jorge Sampaio, que em termos nacionais  alcançou 55,8 por cento dos votos (2 401 015 votos). Ferreira do Amaral atingiu os 34,5 por centos da votação (1 498 948 votos), António Abreu somou 5,1 por cento (223 196 votos), Fernando Rosas ficou-se pelos 3 por cento (129 840 votos) e Garcia Pereira não foi além dos 1,6 por cento (68 900 votos). Estas eleições levaram 4 451 081 portugueses a votar (49,7 por cento), dos 8 950 905 recenseados.


Sampaio foi reeleito para um segundo mandato com maioria absoluta

Fontes consultadas:

Presidência da República

Comissão Nacional de Eleições

Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral www.wikipedia.org

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