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Política
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CDS/MPT/PPM

"Queremos contribuir para acabar com o ambiente de guerrilha social e política entre o PSD e o PS"

25-09-2017 | Guião de Francisco Gomes

 Porque é que se candidatou?
Por várias razões, em primeiro lugar uma forte vontade de intervir politicamente numa terra de que aprendi a gostar e a sentir como se fosse a minha, penso mesmo que é para mim um dever de Cidadania do qual não posso afastar-me virando as costas. Depois porque acredito que a minha formação em Turismo e em Marketing e Promoção Turística, bem como a minha experiência pessoal e profissional, podem ser importantes para ajudar a concretizar o objectivo comum de aproveitar o potencial inigualável que o Concelho tem, para avançar no rumo do desenvolvimento social e económico de forma sustentada. Por último, porque entendo eu, e entende um grande grupo de pessoas, que a situação de dívida insustentável que a Autarquia tem, nos obriga a uma gestão que requer planeamento em função dessa mesma dívida, que como bem sabemos está a crescer, e leva os Cidadãos de todo o Concelho a pagarem os impostos mais caros do País.

Como avalia a gestão camarária actual?
Segundo alguns dados oficiais das Entidades que se dedicam à análise dos comportamentos financeiros das Autarquias, a gestão camarária actual do ponto de vista dos números tem sido desequilibrada e desastrosa. No entanto, há uma outra leitura que devemos fazer sobre os números apresentados, que nos permite concluir que a gestão camarária atual do ponto de vista político demonstra falta de planeamento, incapacidade de resolução da dívida, e o desaproveitamento das oportunidades concedidas pelo enorme aumento de receita neste mandato, à custa da sobrecarga de impostos sobre os Cidadãos, a mais apenas em 2014, 2015, e 2016 (oito milhões e meio), bem como do empréstimo intermédio concedido, o chamado FAM (sete milhões e meio). Desta leitura resulta na nossa opinião, que tivemos uma gestão cuja estratégia é meramente eleitoralista, assente na necessidade de mostrar algumas obras não prioritárias e algumas beneficiações de Património urbano que são sempre bem-vindas, mas que deveriam fazer parte de uma estratégia de requalificação e regeneração urbana global para o Concelho.

Qual é a sua prioridade para o Concelho da Nazaré?
Não podemos falar numa prioridade porque o Concelho necessita que nos empenhemos em várias frentes para conseguirmos inverter a situação. O primeiro objectivo será a implementação de uma estratégia de gestão que privilegie dois aspectos fundamentais, algum investimento produtivo que permita por um lado aumentar a receita, e por outro lado permita a restruturação dos recursos humanos e financeiros da Autarquia; e uma substancial redução dos gastos e das despesas através por exemplo, da transferência do protagonismo dos eventos para as Empresas, Patrocinadores, Colectividades e Associações do Concelho. Definir uma estratégia de gestão, é fundamental neste momento da vida do Concelho, pois só assim nos permitimos gastar menos do que o que temos de receita disponível. Outra das prioridades em que pretendemos focar a nossa acção, é a implementação de uma estratégia turística de marketing em parceria com o Citur, que nos permita atrair investimento privado de qualidade, para aumentar a qualidade do emprego principalmente para os jovens, muitos deles licenciados e afastados da sua terra por falta de opções no Concelho. Ainda como prioridade a criação de um grupo de trabalho que privilegie o acesso a fundos comunitários em todas as vertentes da actividade autárquica.

 Quais são os principais problemas que pretende ver resolvidos?
O problema do trânsito e do estacionamento penso serem prioritários, a par da resolução das questões do saneamento nas Freguesias que também pagam impostos e por isso merecem ter as mesmas condições da Sede do Concelho. Também alguns problemas sociais são prioritários, como por exemplo a falta de espaços dedicados à geriatria e aos cuidados a ter com os nossos idosos, bem como a falta de investimento em habitação social, particularmente no que diz respeito à inexistência de quaisquer incentivos para fixar casais jovens no nosso Concelho. A questão da falta de oferta educativa concertada e qualificada, e a projecção dos jovens no mercado de trabalho; e também a falta de apoio a jovens empreendedores que saem das universidades e são obrigados a procurar noutros Concelhos o que o nosso não acolhe, ajudando-os a criarem emprego para si e para outros. Por último, a falta de uma estratégia que promova definitivamente a ALE do Valado e a instalação de Empresas que geram emprego não precário, uma vez que a Nazaré é basicamente uma Freguesia de comércio e serviços e por isso gera emprego muito sazonal, deixando muita gente fora do mercado de trabalho durante grandes períodos do ano.

A Nazaré tem-se afirmado nos últimos anos na realização de diversos eventos e iniciativas ligadas aos desportos na água e na praia, com muita projeção. Estes eventos são sustentáveis? Podem sê-lo no futuro?
Não são sustentáveis enquanto os seus custos forem pagos à custa dos impostos dos Cidadãos do Concelho, não faz sentido sacrificar a população com impostos pesados e depois gastar o dinheiro em eventos de retorno duvidoso e em época média/alta. Os eventos fazem todo o sentido, mas têm que ser os Patrocinadores a pagá-los, não é aceitável que eventos internacionais e de visibilidade exterior não tenham especialistas a tratar da sponsorização, para que a Autarquia não despenda do dinheiro que não tem uma vez que apresenta resultados operacionais negativos todos os anos. Serão sustentáveis no futuro se a Autarquia deixar de querer ter o protagonismo e criar como disse parcerias com especialistas em patrocínios que retiram o peso dos custos à Edilidade.

 Considera que a Autarquia tem tido uma boa gestão financeira?
Os resultados oficiais falam por si e respondem de forma clara a esta questão. A Autarquia tem tido uma gestão financeira desequilibrada, sem estratégia e desastrosa.

O que diria a um Empresário para este escolher investir na Nazaré?
Diria que a Nazaré é um dos Concelhos do país com maior potencial para investimentos. Diria também que temos uma localização geoestratégica de excelência para todo o tipo de investimento, pela centralidade e pelo facto de termos boas vias de comunicação com uma excelente rede viária. Ainda em função do que pretendemos criar como facilitador do investimento, e como normativo de transparência para a gestão autárquica, o “Guia do Investidor”, dir-lhe-ia que o lesse e adequasse às suas pretensões de investimento, para não precisar de me pedir absolutamente nada enquanto Presidente da Câmara.

O que defende como prioritário para as zonas rurais do Concelho?
A implementação de uma estratégia turística de marketing que privilegie o turismo rural, de saúde e bem-estar, e de natureza, que possam constituir a alavanca necessária ao desenvolvimento económico e social de quem vive no sector primário; aliás, toda a nossa acção será desenvolvida através do que consideramos ser a actividade que pode alavancar todas as outras actividades, sem que possamos esquecer nunca a vantagem que traz a instalação de indústrias no Concelho, pensamos que só o turismo pode ajudar a desenvolver a agricultura, a pesca, o comércio e acima de tudo os serviços, enquanto sectores complementares.

Qual a sua estratégia em relação à actividade da pesca? E no turismo?
Tudo o que os políticos possam dizer relativamente à actividade da pesca não passa de uma mentira pegada, uma vez que quem efectivamente tem que pensar na estratégia para a actividade são por um lado os pescadores e por outro lado os Governos. Aquilo que a nível local se pode fazer é estrategicamente criar condições favoráveis de mercado, que aumentem o consumo de peixe e consequentemente a melhoria das condições de venda para os pescadores. Contudo, esta fórmula não acontece de uma forma assim tão linear, pelas próprias especificidades da actividade, e pelas resistências que o associativismo de classe encontra. Para além disto, podemos afirmar o nosso apoio incondicional à actividade da pesca, até porque entendemos que muito embora a Nazaré seja hoje entendida como uma Vila Turística, ela nunca se deve permitir deixar o epíteto de Vila Piscatória, sob pena de perder a sua própria identidade. Assim sendo, e para não cairmos na vulgaridade da mentira política, podemos afirmar que ao contrário de outros, não temos concebida nenhuma estratégia para a actividade da pesca que vá para além do apoio incondicional aos pescadores do Concelho na sua defesa e na defesa dos seus interesses.
Relativamente ao turismo, o que pretendemos fazer é uma parceria com a mais alta Entidade nesta matéria, o CITUR (Centro de Investigação em Turismo), que terá como objectivo o estudo e a implementação de uma estratégia turística de marketing para o Concelho, que irá diagnosticar e avaliar todo o nosso potencial do ponto de vista da oferta, e ao mesmo tempo, referenciar o perfil de turista que pretendemos, numa lógica de adequação da oferta à procura, para que todo o Concelho possa beneficiar complementando-se. O turismo é uma actividade central na nossa opinião, para o desenvolvimento económico e social do nosso Concelho, e por isso estará sempre no centro da nossa acção política.

O que diferencia a sua candidatura das outras?

Desde logo o facto de termos uma equipa jovem, composta por elementos que nunca se envolveram na política, portanto uma equipa que vem da sociedade civil e que está determinada em intervir e participar na mudança de paradigma que marca a sociedade local. Queremos contribuir para acabar com o ambiente de guerrilha social e política entre o PSD e o PS, que por este facto não conseguem focar-se no que realmente é importante, os Cidadãos e o Concelho. Quem perde tempo com a guerra, não tem tempo para pensar nem no desenvolvimento nem nas pessoas. Também nos diferencia o facto de não identificarmos dimensão estratégica nos programas das outras forças políticas, em particular no PSD e no PS. Se por um lado nos parece que o PSD apenas transcreveu o que obteve em consulta, por outro lado, o PS não apresenta sequer uma linha estratégica que indique um rumo aos Cidadãos do nosso Concelho. Neste contexto, pensamos que existem grandes diferenças entre as candidaturas consubstanciadas nos três aspectos que referenciei, a equipa, o projecto e a dimensão estratégica para o Concelho, e finalmente a mudança de paradigma que queremos protagonizar.
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